Violência contra mulher - Um problema ainda existente

Hoje em dia, para muitos, a mulher não é mais vista como o sexo frágil, mas mesmo assim ainda existem mulheres que sofrem agressões e ameaças de seus companheiros. Mulheres que não sabem o que fazer nem a quem recorrer quando se vêem sem proteção ou coragem para denunciar.

Para muitas mulheres a violência domestica não faz parte do seu dia a dia. Mas para uma em cada quatro brasileiras a violência doméstica é corriqueira. Por que isso é tão comum? Porque a mulher que é agredida não denuncia ou deixa o marido no primeiro caso de agressão? Infelizmente não é tão simples como imaginamos. Quando um fato desses não faz parte do seu cotidiano é mais fácil achar soluções, e fica bem mais simples falar sobre o assunto de uma forma aberta, sem receios ou vergonha.  É no mínimo triste saber que a cada dois minutos cinco mulheres são espancadas no país. Estes dados são inaceitáveis mesmo sabendo que antigamente esse numero era maior. Há uma década eram oito a cada dois minutos.

A maior parte das vítimas não exerce atividades profissionais fora de casa, e depende financeiramente do companheiro. Esse é um dos grandes motivos que levam as mulheres a não denunciarem os agressores. Elas não têm onde procurar abrigo ou como se sustentar, fora as ameaças de morte caso a mulher denuncie o agressor.São estas ameaças psicológicas que deixam, por muito tempo (e às vezes pra sempre), seqüelas que são difíceis de serem tratadas (pânico, por exemplo). Por isso continuam numa vida de horrores e maus tratos. Também existem, por incrível que pareça, mulheres que têm sentimento de culpa, e por isso continuam com seus companheiros agressores. Basicamente foram educadas para cumprir o papel de um “casamento ideal”, e quando vêem que não foi bem assim, acabam se sentindo culpadas, e aceitam as agressões.  E ainda há a questão do comodismo, presente em alguns casos.

Geralmente, o agressor ainda vê a mulher como um objeto, e a faz, assim, posse sua.  Com isso vem o ciúme doentio e obsessivo seguido de agressões e ameaças. O ciúme, nesses casos, é desencadeado por qualquer motivo, por mais simples e insignificante que pareça ser. A falta de diálogo também é um motivo significante para a falta de compreensão entre os casais, que acaba na ira desnecessária do companheiro. Em grande parte dos casos o homem estava alcoolizado no momento das agressões, e em outros a bebida é comum na vida do agressor.  Dificuldades sexuais e baixa auto-estima também são fatores que desencadeiam a insegurança do parceiro, fazendo-o ser agressivo e intolerante com a mulher. Problemas mentais também são fatores relevantes, pois grande parte dos agressores apresenta traços psicóticos, e vê a mulher como um objeto onde pode transferir a sua raiva.


Maria da Penha é um exemplo de mulher que foi agredida pelo marido, sofrendo conseqüências irreversíveis. Mas mesmo assim não baixou a cabeça para tal ato. Lutou e sofreu, mas conseguiu que, hoje, a mulher tenha mais proteção nos casos de violência doméstica. A LEI Nº 11.340, sancionada no dia 7 de agosto de 2006, foi criada para aumentar o rigor das punições às agressões contra a mulher ocorridas no ambiente doméstico, fazendo com que as mulheres se sintam mais fortes e seguras para denunciar casos de violência . A Lei Maria da Penha prevê, além da prisão, outras medidas, como a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação da mulher agredida. Mulheres não devem se calar diante de atos de covardia de homens imaturos e doentes. Devem denunciar e contar com ajudar de pessoas próximas para ajudar a passar pelo momento de angustia e dificuldade.

Qualquer dúvida, deixem aqui seus comentários. Eles serão muito importantes para que possamos dar retorno. Obrigada.

categoria: ,

*Apreciou este artigo? Compartilhe-o e deixe-nos um comentário abaixo.

0 | Divulgue e Comente!